quarta-feira, 29 de junho de 2011

PREGAÇÃO DE PROSPERIDADE: ENGANOSA E MORTÍFERA

Pregação de Prosperidade: enganosa e mortífera

John Piper


Quando leio sobre pregação de prosperidade nas igrejas, minha resposta é: “Se não estivesse dentro do Cristianismo, eu não desejaria estar.” Em outras palavras: se essa é a mensagem de Jesus, não, obrigado!

Atrair as pessoas a Cristo prometendo riqueza é tanto enganoso como mortífero. Éenganoso porque quando o próprio Jesus nos chamou, ele disse coisas como: “Assim, pois, todo aquele que dentre vós não renuncia a tudo quanto tem não pode ser meu discípulo” (Lucas 14:33). E é mortífero porque o desejo de ser rico faz com que as pessoas caiam “na ruína e perdição” (1 Timóteo 6:19). Assim, aqui está o meu apelo aos pregadores do evangelho.

1. Não desenvolva uma filosofia de ministério que torne difícil as pessoas entrar no céu.

Jesus disse: “Quão dificilmente entrarão no reino de Deus os que têm riquezas!” Seus discípulos ficaram estupefatos, como muitos no movimento de “prosperidade” deveriam ficar. Assim, Jesus aumentou ainda mais o assombro deles dizendo: “É mais fácil passar um camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar um rico no reino de Deus”. Eles responderam em descrença: “Então, quem pode ser salvo?” Jesus disse: “Para os homens é impossível; contudo, não para Deus, porque para Deus tudo é possível” (Marcos 10:23-27). Minha pergunta para os pregadores da prosperidade é: Por que você desejaria desenvolver um foco ministerial que torna difícil as pessoas entrar no céu?

2. Não desenvolva uma filosofia de ministério que atice desejos suicidas nas pessoas.

Paulo disse: “De fato, grande fonte de lucro é a piedade com o contentamento. Porque nada temos trazido para o mundo, nem coisa alguma podemos levar dele. Tendo sustento e com que nos vestir, estejamos contentes. Ora, os que querem ficar ricos caem em tentação, e cilada, e em muitas concupiscências insensatas e perniciosas, as quais afogam os homens na ruína e perdição. Porque o amor do dinheiro é raiz de todos os males; e alguns, nessa cobiça, se desviaram da fé e a si mesmos se atormentaram com muitas dores” (1 Timóteo 6:6-10).

Assim, minha pergunta para os pregadores da prosperidade é: Por que você desejaria desenvolver um ministério que encoraja as pessoas a se atormentarem com muitas dores e se afogarem na ruína e perdição?

3. Não desenvolva uma filosofia de ministério que encoraje a vulnerabilidade à traça e à ferrugem.

Jesus adverte contra o esforço de ajuntar tesouro na terra. Isto é, ele nos manda ser doadores, e não guardiões. “Não acumuleis para vós outros tesouros sobre a terra, onde a traça e a ferrugem corroem e onde ladrões escavam e roubam” (Mateus 6:19).

Sim, todos nós guardamos algo. Mas dada a nossa tendência inerente em todos nós para com a ambição, por que deveríamos tirar o foco de Jesus e invertê-lo totalmente?

4. Não desenvolva uma filosofia de ministério que faça trabalho duro significar acúmulo de riqueza.

Paulo disse que não deveríamos roubar. A alternativa era trabalhar duro com as nossas próprias mãos. Mas o propósito principal não era meramente acumular ou mesmo ter. O propósito era “ter para dar.” “Aquele que furtava não furte mais; antes, trabalhe, fazendo com as próprias mãos o que é bom, para que tenha com que acudir ao necessitado” (Efésios 4:28). Isso não é justificação para ser rico a fim de dar mais. É um chamado para fazer mais e acumular menos, para que possa dar mais. Não há razão pela qual uma pessoa que ganha R$ 500.000,00 por ano deva viver diferentemente de uma pessoa que ganha R$ 200.000,00. Descubra um estilo de vida moderado; corte os seus gastos supérfluos; então, dê o restante.

Por que você desejaria encorajar as pessoas a pensar que elas deveriam possuir riqueza para serem um doador generoso? Por que não encorajá-las a manter suas vidas mais simples e serem um doador ainda mais generoso? Isso não adicionaria à generosidade deles um forte testemunho que Cristo, e não as possessões, é o seu tesouro?

5. Não desenvolva uma filosofia de ministério que promova menos fé na promessa de Deus ser para nós o que o dinheiro não pode ser.

A razão do escritor aos Hebreus nos mandar estarmos contentes com o que temos é que o oposto implica menos fé nas promessas de Deus. Ele diz: “Seja a vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes; porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei. Assim, afirmemos confiantemente: O Senhor é o meu auxílio, não temerei; que me poderá fazer o homem?” (Hebreus 13:5-6).

Se a Bíblia nos diz que estarmos contentes com o que temos honra a promessa de Deus nunca nos abandonar, por que desejaríamos ensinar as pessoas a desejarem ser ricas?

6. Não desenvolva uma filosofia de ministério que contribua para que o seu povo fique sufocado até a morte.

Jesus adverte que a palavra de Deus, que tem o intento de nos dar vida, pode ser sufocada pelas riquezas. Ele diz que isso é como uma semente que cresce entre espinhos, e é sufocada até a morte: “A que caiu entre espinhos são os que ouviram e, no decorrer dos dias, foram sufocados com os cuidados, riquezas e deleites da vida; os seus frutos não chegam a amadurecer” (Lucas 8:14).

Por que desejaríamos encorajar as pessoas a buscar a própria coisa que Jesus adverte que nos sufocará até a morte?

7. Não desenvolva uma filosofia de ministério que tire o sabor do sal e coloque a candeia debaixo da vasilha.

O que existe nos cristãos que os torna o sal da terra e a luz do mundo? Não é a riqueza! O desejo e a busca por riqueza têm o mesmíssimo sabor e aparência do mundo. Isso não oferece ao mundo nada diferente daquilo que ele já crê. A grande tragédia da pregação da prosperidade é que uma pessoa não tem que ser espiritualmente vivificada para abraçá-la; a pessoa precisa ser apenas gananciosa. Ficar rico em nome de Jesus não é ser o sal da terra ou a luz do mundo. Nisso, o mundo simplesmente vê um reflexo de si mesmo. E se funciona, eles comprarão.

O contexto do discurso de Jesus nos mostra o que é o sal e a terra. Eles são a disposição alegre de sofrer por Cristo. Aqui está o que Jesus disse: “Bem-aventurados sois quando, por minha causa, vos injuriarem, e vos perseguirem, e, mentindo, disserem todo mal contra vós. Regozijai-vos e exultai, porque é grande o vosso galardão nos céus; pois assim perseguiram aos profetas que viveram antes de vós. Vós sois o sal da terra…Vós sois a luz do mundo” (Mateus 5:11-14).

O que fará o mundo provar (o sal) e ver (a luz) de Cristo em nós não é que amamos a riqueza da mesma forma que eles o fazem. Antes, será a disposição e a capacidade dos cristãos amarem os outros mesmo durante o sofrimento, enquanto se regozijam porque a recompensa deles está no céu com Jesus. Isso é inexplicável em termos humanos. É sobrenatural! Mas atrair as pessoas com promessas de prosperidade é simplesmente natural. Essa não é a mensagem de Jesus. Ele não morreu para assegurar isso.

© Desiring God

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quinta-feira, 2 de junho de 2011

Diz pra ela voltar...

Diz pra ela que eu cansei,que meu orgulho perdeu.
Avisa que a cama está fria,meu perfume acabou.
Mostra pra ela meu choro,meu medo de viver sozinho.
Pede pra voltar,sim,que quero voltar.
Diz que essa coisa está maior,amor maior.
Continuo sem conseguir explicar,diz pra ela perdoar.
Não sei explicar o amor.
Diz que estou aqui,te pedindo esse favor,pra ela acreditar.
Acreditar no meu amor.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Babaca!


Sou um solteiro bem resolvido,vou no cinema sozinho,viajo,faço vários rolêzitos sem ninguém,ok. Confesso que ultimamente tenho sentido falta daquela melosidade de casal,é essa mesmo que você está pensando: "só vou se você for,depois que você surgiu as flores sorriem pra mim e blá-blá-blá" Esse tipo de sensação é normal ou estou me tornando um babaca?

Bom,levando em consideração o momento de total entrega ao meu querido TCC,vou considerar que essas sensações são passageiras e que continuo firme e forte na saga mesopotâmica: amar a mulher da minha vida por ela e não por mim...mas nesses momentos de tensão e solidão,bate esse egoísmo travestido de romantismo,isto é,achar que carência é a justificativa para se ter alguém. Como a carência vem e vai,é um erro se lançar em um relacionamento por ela,logo,vou comer um churros e assistir The Big Bang Theory,amanhã essa carência passa e acordo dizendo: não,eu não sou um babaca!

Carência até inspira poesia,mas não me faz abrir mão dos meus livros pra acompanha-la no shopping,pra isso é preciso AMOR!

Mafra.

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Virou pecado ser protestante.


"Não, você não leu errado. Virou pecado ser protestante. O máximo que se pode ser é “evangélico”.

Muita gente não sabe, mas os chamados evangélicos nasceram protestantes. Em 1517, Martinho Lutero afixou suas 95 teses na porta da Catedral de São Pedro, onde denunciava algumas doutrinas heréticas da igreja cristã da época, como a venda de indulgências, a simonia, o nicolaísmo. Antes de Lutero, John Wycliffe e John Huss já protestavam, através de seus sermões. Wycliffe defendeu, em 1381, a insurreição camponesa, e Huss foi martirizado na fogueira por defender um Evangelho puro e simples como o de Cristo.

O termo “protestante” se originou do protesto de seis príncipes luteranos alemães, pois o imperador Carlos V revogou a autorização que tinha dado de cada príncipe estipular a religião de seu território. No início, os católicos passaram a chamar os rebeldes de protestantes, e depois os próprios adeptos passaram a se chamar assim.

E assim nasceram as igrejas protestantes, que com o passar do tempo, no Brasil, adotaram outra nomenclatura: evangélicas.

É interessante observar que não só uma nova nomenclatura foi adotada. Com o passar do tempo, foi-se limitando o caráter protestante e reformador do início. Se, com Lutero, houve uma tentativa de volta às raízes do Evangelho, com o passar do tempo esse movimento se reverteu, voltando aos poucos à quase realidade da igreja cristã de 1517, onde protestos e reformas são considerados termos pejorativos, atentados à instituição igreja.

E assim, nos dias de hoje, virou pecado ser protestante. Qualquer um que pense em se levantar contra o ensino de algum “ungido” é automaticamente taxado como “rebelde”, “fariseu” e coisas piores. Hoje, não é permitido ao cristão pensar, como não era em 1517: os “ungidos” pensam por nós, assim como a Igreja Romana pensava pelos fiéis de sua época. Hoje, temos que obedecer à “lei da semeadura”, onde Deus só nos dá se antes lhe dermos nosso melhor em troca, e só Jesus não basta, devendo o fiel fazer um monte de rituais para conseguir ser liberto, assim como em 1517 os cristãos tinham que comprar as relíquias dos santos para receber em troca uma passagem mais curta pelo purgatório. Hoje, dependemos da aprovação dos líderes evangélicos, assim como em 1517 o povo dependia da aprovação papal.

Enfim, voltamos à estaca zero. Todo o trabalho de pessoas como Wycliffe, Huss, Lutero, Calvino, Zwínglio, Wesley e tantos outros, parece que foi em vão. A igreja reformada, onde ainda existe, está limitada a seu gueto, preocupada apenas com seus poucos fiéis. A maior parte da igreja nascida protestante hoje é evangélica, e essa preocupa-se mais em expandir seu território e abarcar o maior número de fiéis debaixo do seu cabresto gospel, onde não é permitido pensar, muito menos protestar. Boa parte da igreja evangélica busca poder terreno, e para isso é preciso de ovelhas cegamente fiéis.

Porém, de 2008 para cá, tem pipocado em várias cidades do Brasil grupinhos de 3, 5, 10 pessoas, que se colocam diante de ministérios e eventos ditos gospel empunhando faixas com versículos bíblicos. São parte de uma tímida tentativa de volta às origens, tanto da igreja protestante quanto do Evangelho de Cristo, porém são considerados pela maioria esmagadora dos ditos evangélicos (pois sequer aceitam serem chamados de protestantes, negando assim sua própria história) como agitadores, fariseus, rebeldes, disseminadores de confusão. Na verdade, repete-se (em menor grau) o que aconteceu com Lutero e tantos outros, que foram excomungados e até mortos por protestar contra as heresias pregadas na época pela Igreja Romana. Agora, como no passado, protestar é um pecado.

Não dá para ser protestante sem protestar contra as heresias em nosso meio, assim como não dá para ser evangélico sem conhecer e pregar o verdadeiro Evangelho de Cristo. Talvez seja a hora de renomearmos boa parte das igrejas cristãs nascidas da Reforma, a partir das suas características, que mesclam misticismo extremo com doutrinas humanas em nome de Jesus. Que não vendem indulgências, mas vendem riquezas em troca de bons dízimos e ofertas, praticando abertamente a simonia. Que, como os nicolaítas, entendem que há crentes superiores a outros, havendo uns mais ungidos do que os outros. Que, como na infalibilidade papal, não permitem confrontações doutrinárias com suas lideranças sob a desculpa de que não se pode tocar num ungido de Deus.

Quem sabe boa parte das igrejas ditas evangélicas não devessem se chamar apóstolicas romanas do século XV?"

Fonte: Estrangeira http://estrangeira.wordpress.com/2011/03/09/virou-pecado-ser-protestante/

terça-feira, 8 de março de 2011

A ALMA CATÓLICA DOS EVANGÉLICOS NO BRASIL.

Augustu Nicodemos

Os evangélicos no Brasil nunca conseguiram se livrar totalmente da influência do Catolicismo Romano. Por séculos, o Catolicismo formou a mentalidade brasileira, a sua maneira de ver o mundo (“cosmovisão”). O crescimento do número de evangélicos no Brasil é cada vez maior –segundo o IBGE, seremos 40 milhões neste ano de 2006 – mas há várias evidências de que boa parte dos evangélicos não tem conseguido se livrar da herança católica.

É um fato que a conversão verdadeira (arrependimento e fé) implica uma mudança espiritual e moral, mas não significa necessariamente uma mudança na maneira como a pessoa vê o mundo. Alguém pode ter sido regenerado pelo Espírito e ainda continuar, por um tempo, a enxergar as coisas com os pressupostos antigos. É o caso dos crentes de Corinto,por exemplo. Alguns deles haviam sido impuros, idólatras, adúlteros, efeminados, sodomitas, ladrões,avarentos, bêbados, mal dizentes e roubadores. Todavia, haviam sido lavados, santificados e justificados “em o nome do Senhor Jesus Cristo e no Espírito do nosso Deus” (1 Co6.9-11), sem que isso significasse que uma mudança completa de mentalidade houvesse ocorrido com eles. Na primeira carta que lhes escreve, Paulo revela duas áreas em que eles continuavam a agir como pagãos: na maneira grega dicotômica de ver o mundo dividido em matéria e espírito (que dificultava a aceitação entre eles das relações sexuais no casamento e a ressurreição física dos mortos – capítulos 7 e 15) e o culto à personalidade mantido para com os filósofos gregos (que logo os levou a formar partidos na igreja em torno de Paulo, Pedro, Apolo e mesmo o próprio Cristo – capítulos 1 a 4). Eles eram cristãos, mas com a alma grega pagã.

Da mesma forma, creio que grande parte dos evangélicos no Brasil tem a alma católica. Antes de passar às argumentações, preciso esclarecer um ponto. Todas as tendências que eu identifico entre os evangélicos como sendo herança católica, no fundo, antes de serem católicas, são realmente tendências da nossa natureza humana decaída, corrompida e manchada pelo pecado, que se manifestam em todos os lugares, em todos os sistemas e não somente no Catolicismo. Como disse o reformado R. Hooykas, famoso historiador da ciência, “no fundo,somos todos romanos” (Philosophia Liberta, 1957). Todavia, alguns sistemas são mais vulneráveis a essas tendências e as absorveram mais que outros, como penso que é o caso com o Catolicismo no Brasil. E que tendências são essas?

1) O gosto por bispos e apóstolos

Na Igreja Católica, o sistema papal impõe a autoridade de um único homem sobre todo o povo. A distinção entre clérigos (padres, bispos,cardeais e o papa) e leigos (o povo comum) coloca os sacerdotes católicos em um nível acima das pessoas normais, como se fossem revestidos de uma autoridade, um carisma, uma espiritualidade inacessível, que provoca a admiração e o espanto da gente comum, infundindo respeito e veneração. Há um gosto na alma brasileira por bispos, catedrais, pompas, rituais. Só assim consigo entender a aceitação generalizada por parte dos próprios evangélicos de bispos e apóstolos autonomeados,mesmo após Lutero ter rasgado a bula papal que o excomungava e queimá-la na fogueira. A doutrina reformada do sacerdócio universal dos crentes e a abolição da distinção entre clérigos e leigos ainda não permearam a cosmovisão dos evangélicos no Brasil,com poucas exceções.

2) A idéia de que pastores são mediadores entre Deus e os homens

No Catolicismo, a Igreja é mediadora entre Deus e os homens e transmite a graça divina mediante os sacramentos, as indulgências, as orações.Os sacerdotes católicos são vistos como aqueles através de quem essa graça é concedida, pois são eles que, com as suas palavras, transformam, na Missa, o pão e o vinho no corpo e no sangue de Cristo; que aplicam a água benta no batismo para remissão de pecados; que ouvem a confissão do povo e pronunciam o perdão de pecados. Essa mentalidade de mediação humana passou para os evangélicos, com poucas mudanças.Até nas igrejas chamadas históricas, os crentes brasileiros agem como se a oração do pastor fosse mais poderosa do que a deles e como se os pastores funcionassem como mediadores entre eles e os favores divinos. Esse ranço do Catolicismo vem sendo cada vez mais explorado por setores neopentecostais do evangelicalismo,a julgar por práticas já assimiladas como “a oração dos 318 homens de Deus”, “a prece poderosa do bispo tal”, “a oração da irmã fulana, que é profetisa”, etc.

3) O misticismo supersticioso no apego a objetos sagrados

O Catolicismo no Brasil, por sua vez influenciado pelas religiões afro-brasileiras,semeou misticismo e superstição durante séculos na alma brasileira: milagres de santos, uso de relíquias, aparições de Cristo e de Maria, objetos ungidos e santificados, água benta, entre outros. Hoje, há um crescimento espantoso,entre setores evangélicos,do uso de copo d’água,rosa ungida,sal grosso,pulseiras abençoadas,pentes santos do kit de beleza da rainha Ester, peças de roupa de entes queridos,oração no monte, no vale; óleos de oliveiras de Jerusalém, água do Jordão, sal do Vale do Sal, trombetas de Gideão (distribuídas em profusão), o cajado de Moisés... é infindável e sem limites a imaginação dos líderes e a credulidade do povo. Esse fenômeno só pode ser explicado, ao meu ver, por um gosto intrínseco pelo misticismo impresso na alma católica dos evangélicos.

4) A separação entre sagrado e profano
No centro do pensamento católico existe a distinção entre natureza e graça, idealizada e defendida por Tomás de Aquino, um dos mais importantes teólogos da Igreja Católica.Na prática, isso significou a aceitação de duas realidades coexistentes,antagônicas e freqüentemente irreconciliáveis: o sagrado, substanciado na Santa Igreja, e o profano,que é tudo o mais no mundo lá fora. Os brasileiros aprenderam durante séculos a não misturar as coisas: sagrado é aquilo que a gente vai fazer na Igreja: assistir Missa e se confessar. O profano – meu trabalho, meus estudos, as ciências – permanece intocado pelos pressupostos cristãos, separado
de forma estanque. É a mesma É a mesma atitude dos evangélicos. Falta nos uma mentalidade que integre a fé às demais áreas da vida, conforme a visão bíblica de que tudo é sagrado. Por exemplo, na área da educação, temos por séculos deixado que a mentalidade humanista secularizada, permeada de pressupostos anticristãos, eduque os nossos filhos, do ensino fundamental até o superior, com algumas exceções. Em outros países, os evangélicos têm tido mais sucesso em manter instituições de ensino que, além de serem tão competentes como as outras, oferecem uma visão de mundo, de ciência, de tecnologia e da história oriunda de pressupostos cristãos. Numa cultura permeada pela idéia de que o sagrado e o profano, a religião e o mundo, são dois reinos distintos e freqüentemente antagônicos,não há como uma visão integral surgir e prevalecer, a não ser por uma profunda reforma de mentalidade entre os evangélicos.

5) Somente pecados sexuais são realmente graves

A distinção entre pecados mortais e veniais feita pelo catolicismo romano vem permeando a ética brasileira há séculos. Segundo essa distinção, pecados considerados mortais privam a alma da graça salvadora e a condenam ao inferno, enquanto que os veniais, como o nome já indica, são mais leves e merecem somente castigos temporais. A nossa cultura se encarregou de preencher as listas dos mortais e dos veniais. Dessa forma, enquanto se pode aceitar a “mentirinha”, o jeitinho, o tirar vantagem, a maledicência, etc., o adultério se tornou imperdoável.Lula foi reeleito cercado de acusações de corrupção. Mas, se tivesse ocorrido uma denúncia de escândalo sexual, tenho dúvidas de que teria sido reeleito ou de que teria sido reeleito por uma margem tão
grande. Nas igrejas evangélicas –onde se sabe pela Bíblia que todo pecado é odioso e que quem guarda toda a lei de Deus e quebra um só mandamento é culpado de todos – é raro que alguém seja disciplinado, corrigido, admoestado, destituído ou despojado por pecados como mentira,
preguiça, orgulho, vaidade, maledicência, entre outros. As disciplinas eclesiásticas acontecem via de regra por pecados de natureza sexual, como adultério, prostituição, fornicação, adição à pornografia, homossexualismo, etc., embora até mesmo esses
estão sendo cada vez mais aceitáveis aos olhos evangélicos. Mais um resquício de catolicismo na almados evangélicos? O que é mais surpreendente é que os evangélicos no Brasil estão
entre os mais anticatólicos do mundo. Só para ilustrar (e sem entrar no mérito dessa polêmica), o Brasil é um dos países onde convertidos do catolicismo são rebatizados nas igrejas evangélicas. O anticatolicismo brasileiro, todavia, se concentrou apenas na questão das imagens e de Maria e em questões éticas como não fumar, não beber e não dançar. Não foi e não é profundo o suficiente para fazer uma crítica mais completa de outros pontos que, por anos, vêm moldando a mentalidade do brasileiro, como mencionei acima. Além de uma conversão dos ídolos e de Maria
a Cristo, os brasileiros evangélicos precisam de conversão na mentalidade, na maneira de ver o mundo. Temos de trazer cativo a Cristo todo pensamento, e não somente os nossos pecados. Nossa cosmovisão precisa também de conversão (2 Co10.4-5).

Quando vejo o retorno de grandes massas ditas evangélicas às práticas medievais católicas de usar no culto a Deus objetos ungidos e consagrados, procurando para si bispos e apóstolos, imersas em práticas supersticiosas, me pergunto se, ao final das contas, o neopentecostalismo brasileiro não é, na verdade, um filho da Igreja Católica medieval, uma forma de neocatolicismo tardio que surge e cresce em nosso país, onde até os evangélicos têm alma católica.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

PROTESTOS!



Olá Galera!!

Espero que todos estejam bem,correria e mais correria,final de curso suga o "universitáris", diria o Mussum hehe

Esse postzinho mal escrito é sobre PROTESTOS! Palavra na moda né? O Egito que o diga!

Minha abordagem basicamente é um relato,sim,relato...graças ao bom Deus levantei minha bunda do comodismo e fui para as ruas! Aeeeeeeeeeee! Chega de tuitadas,postagens no facebook ou reclamação com amigos sobre a política nacional!

No final de 2010, com o aumento salarial descabido,abusivo,safado e inescrupuloso que os parlamentares deram para si mesmos,vários protestos explodiram no Brasil,em São Paulo via facebook uma irmã em Cristo,sim,GRAÇAS A DEUS uma irmã em Cristo convocou uma galera pra protestar na Av.Paulista,fiquei sabendo pelo twitter e fui,duas ou três semanas antes eu fiz um protesto sozinho em prol da educação,convidei uma galera mas ninguém apareceu,enfim...faz parte!

No primeiro protesto tudo mexeu muito comigo,me senti mais brasileiro,cidadão e cristão protestando do que quando exerço o direito-obrigação de votar,protestar é sinal que as coisas não vão bem,porem, ali eu pude presenciar o amor de inúmeros brasileiros pelo seu país,isso não tem preço,quer dizer: 61,7% a mais no bolso de quem já ganha bem!

Depois do primeiro o movimento deslanchou,criou-se um blog,projeto de lei,discussões,panfletos e por aí vai... Tudo para barrar o aumento e conscientizar mais brasileiros sobre sua responsabilidade e luta contra as demandas arbitrárias vindas de Brasilia. (Abre aspas - Forte abraço pra galera do movimento: Fabiana e Claúdio Tibérius - Projeto 242,Liliane e André - USP,Jamal e Marião - Imosp,Joka,Dáltro,Silvia,Fabiano,Fabiana,Andréia,Renato,Carmen - Unesp e por aí vai...não dá pra citar todo mundo)

Como se não bastasse,em SP o prefeito Gilberto Kassab aumentou em 11% a tarifa de ônibus,de R$2,70 para R$3,00,sendo que a inflação foi de 5%,o "bunitinho" aumentou a tarifa em 11%! Em conseqüência disso o Movimento Passe Livre está organizando atos contra o aumento. De quebra eu fui protestar com eles,nessa movimentação toda juntou-se 4 mil pessoas em alguns atos,repressão da policia em outros(por culpa de alguns mais exaltados e por abuso de autoridade da policia também) e na soma conseguimos uma audiência pública na Câmara do Vereadores, pra questionarmos o secretário de transportes sobre o aumento da tarifa.Vale ressaltar, que a audiência foi uma das maiores conquistas políticas do povo paulistano nos últimos anos!! Algo inédito e histórico!! E graças a Deus eu estava lá!

Resumindo a conversa,estou com um sentimento de indignação e amor pelo Brasil,não vou me calar e aceitar essa patacoada toda que estão fazendo conosco,é claro que como cristão eu oro pelo meu país e desejo que um Avivamento venha sobre nós,mas isso não anula a luta por justiça,se eu não me engano Jesus era e é bem justo viu,então, os queridos mais propensos a acharem que protesto não faz parte do currículo cristão deveriam estudar um pouco mais a Biblia e pararem de me criticar,de fazerem piadinhas ou virar a cara quando eu falo disso,não sei o que vocês entendem por não se conformar com o mundo, ser luz e sal na Terra!

Gostaria que cada um de vocês,se é que é mais de um,que leu esse post esteja engajado em oração e devoção pelo Brasil,ir pra patética Marcha pra Gezuis não vai mudar a nação,só vai te entreter,promover as mega-igrejas e seus lideres ávidos por reconhecimento e de quebra dinheiro! Então vamos nos articular e gritar por justiça,mas lembre-se que isso começa em casa, então arrume seu "quintal",depois vá para as ruas, cuide dos pobres e dos desprezados pela sociedade.

Se você não conhece a Cristo mas protesta,sinto-me feliz e preocupado contigo ao mesmo tempo! Mantenha o desejo de justiça no seu coração,mas isso não te garante a Eternidade com Jesus,se você morrer hoje pra onde vai sua alma?

No mais...


"Aprendei a fazer bem; procurai o que é justo; ajudai o oprimido; fazei justiça ao órfão; tratai da causa das viúvas." Isaias 1:17

"Engordam-se, estão nédios, e ultrapassam até os feitos dos malignos; não julgam a causa do órfão; todavia prosperam; nem julgam o direito dos necessitados" Jeremias 5:28

"Assim diz o SENHOR: Exercei o juízo e a justiça, e livrai o espoliado da mão do opressor; e não oprimais ao estrangeiro, nem ao órfão, nem à viúva; não façais violência, nem derrameis sangue inocente neste lugar" Jeremias 22:3

Mafra.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Espero o fim



Escreverei o ponto
Dois,três,acabou o conto
A mentira,deslavada,danada por fim
Léguas de mim,sim,aqui e ali.

Escreverei o conto
Dois,três,acabou o ponto
A verdade,lavada,danada por fim
Léguas de mim,não,ali e aqui.

Espero o fim
Que traga um novo
Começo
Escreverei o ponto e o conto

Léguas de mim,talvez,aqui e ali.


Mafra.